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Publicada em 24/3/2010 às 20:33:36
 
Jornalistas da PCR conquistaram primeiro. Jornalistas do Estado conquistam agora
 
Salário que chegava a variar de um mínimo a abaixo disso e que recebia o reforço de uma ou duas gratificações para dar um mínimo condições na mesa do jornalista. Quando o salário mínimo era de pouco mais de R$ 300 - e alguns profissionais recebiam menos que isso no contra-cheque -, as gratificações permitiam que os proventos chegassem até a R$ 900. Mas, e para a aposentadoria?

Quando ela chegava, as gratificações sumiam e só restava o valor da aposentadoria de um salário mínimo. Quando mais precisava, mais lhe faltava. Isso mudou quando, em 2004, o SinjoPE assumiu a luta pelo fim da injustiça, abrindo negociação que se concretizou em êxito em 2006. A Prefeitura do Recife compreendeu a indignidade da aposentadoria de um jornalista e atendeu à luta da categoria. Encaminhou projeto à Câmara dos Vereadores com a incorporação das gratificações aos salários - dos quadros da ativa e dos aposentados -, um reenquadramento e um reajuste. Com o projeto aprovado, a partir de então quem se aposenta não fica mais só com um salário mínimo.

Uma segunda parte está para ser aberta. Há 20 dias, em reunião na Secretaria de Imprensa, o SinjoPE conversou com a comunicação da Prefeitura da Cidade do Recife, demonstrando o desejo de abrir negociações em torno de um Plano de Cargos e Salários para os jornalistas e de um concurso público para preenchimento de vagas. A Comunicação da PCR respondeu que repassaria a posição do SinjoPE ao prefeito João da Costa. A expectativa é de que, em abril, o SinjoPE seja convocado para a abertura do diálogo.


Após 16 anos, jornalistas do serviço público do Estado têm reenquadramento. Expectativa agora é pelo concurso público para jornalista

Iniciada há cinco anos, uma luta encabeçada pelo SinjoPE pela reestruturação da carreira dos jornalistas do serviço público do Estado de Pernambuco acaba de conquistar uma vitória. O Diário Oficial publicou, no último sábado (20/03), o projeto de lei complementar nº 1506/10 que reenquadra os jornalistas efetivos - na ativa e aposentados -, com respectivos benefícios financeiros agregados à remuneração. O Intervalo entre os novos níveis de vencimento passa a ser de 12%, tendo como piso da categoria (inicial da carreira) - a partir de 1 de junho próximo - o vencimento do último nível atual (GC-III), que é de R4 1.837,98 (o piso atualmente é de R$ 1.605,39).

O projeto enviado pelo Governo à Assembleia Legislativa faz o reenquadramento por tempo de serviço e a incorporação dos quinquênios dos jornalistas efetivos do Estado. O PL beneficia 58 profissionais do quadro de pessoal permanente do Executivo - na ativa e aposentados - que integram o Grupo Ocupacional de Comunicação. Quadro criado nos anos 70 e que chegou a ser composto por cerca de 150 jornalistas. Pelo projeto, são extintas as configurações GC1 e GC2, o GC3 passa a ser o piso e criam-se as classificações GC4, GC5 e GC6 com o interstício de 12%. Com a reestruturação, o reajuste médio é de 16,16%, porém, a diferença na remuneração varia de acordo com o enquadramento de cada um, indo de R$ 120,25 a R$ 976,84.

"É uma correção parcial de uma injustiça que se perpetuava há muitos anos. Alguns, que esperavam essa correção para pedir a aposentadoria, vão poder agora fazê-lo. O tempo vai possibilitar que se corrijam outras questões com a criação de um PCCS. O SinjoPE entende que este é o primeiro passo para a restauração da carreira de jornalista no serviço público efetivo, que estava em vias de extinção. É importante que a categoria jornalística seja preservada no serviço público e isso será possível com a regulamentação da atual Secretaria Especial de Imprensa", destacou o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Ayrton Maciel, ao sair de reunião com jornalistas da antiga Simp na Secretaria de Administração.

"Agora, o foco passa a ser a realização de um concurso público para jornalistas de carreira permanente. Há uma intenção já anunciada do Governo nesse sentido. Será o primeiro a ser realizado desde a criação do serviço de imprensa, nos anos 70. A reestruturação abre a oportunidade de resgatarmos e regulamentarmos a Secretaria de Imprensa do Estado, extinta há oito anos", acrescentou.

 
 
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